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Compostos Bioplásticos para o mercado brasileiro

Bioplásticos

A Earth Renewable Technologies (ERT), inaugurou na cidade Curitiba, a sua planta industrial voltada para a produção de compostos com base em bioplásticos do tipo PLA (ácido poliláctico), biodegradáveis.

A empresa vinha importando e fornecendo no mercado brasileiro, desde setembro do ano passado, os compostos SFRP (short fiber reinforced polymer, ou polímero reforçado com fibras custas), que utilizam PLA em sua matriz e se destinam a aplicações rígidas, além de formulações para embalagens sopradas (exemplo nas imagens).

Com a inauguração da nova unidade, passará a formular no Brasil diferentes tipos de compostos à base de PLA com modificações por meio de aditivos, o que eles podem ser destinados. Entre elas estão as embalagens flexíveis, que são críticas do ponto de vista da reciclagem devido à dificuldade de descontaminação.

“A aditivação modificada e performance do PLA sem comprometer a sua compostabilidade, o que significa hoje um aumento de valor agregado de produtos de diversos brand owners”, informou Kim Fabri, CEO da ERT. A nova unidade operará com uma capacidade instalada de 2 mil toneladas anuais, até o final deste ano. No médio prazo, em 2025, deve ser aumentada para 35 mil toneladas / ano.

Pesquisa para uso de resíduo agrícola

A ERT iniciou há dois anos, junto com a Universidade Federal do Panamá (UFPR), uma pesquisa voltada para o desenvolvimento de polímeros a partir do bagaço da cana-de-açúcar, uma iniciativa pioneira, que emprega resíduo agrícola (amido secundário) na obtenção do PLA, enquanto os processos criados até hoje empregam amido primário, proveniente de alimentos como milho, mandioca ou ervilha.

Está tem sido uma questão sensível quando se trata dos bioplásticos. Afinal, estariam senso usados alimentos na produção de plásticos, enquanto boa parcela da população mundial ainda vive em situação de subalimentação. No entanto, Kim ressalta que o percentual de terra arável destinada à produção de bioplásticos atualmente é de 3%, o que representa um impacto pouco significativo na disponibilidade de alimentos.

O trabalho conjunto com a UFPR, que deve ser concluído em 2025, resolverá também está questão, pois permitirá o uso de um resíduo da produção agrícola, sem destinação possível para o mercado de alimentos. Para processá-lo, será necessária uma outra unidade produtiva, em local a ser definido, no interior do Estado do Paraná.

ERT – https://earthrenewable.com/

Revista Plástico Industrial – Agosto 2021 – pg 6